CARREIRA DE SUCESSO: DICAS PARA UMA ESCOLHA CONSCIENTE

Quem nunca sentiu empolgação, ansiedade e medo ao ouvir a pergunta: “o que você quer ser quando crescer?”

No Ensino Médio, essa pergunta se torna: “e aí, vai prestar o que?”.

Em primeiro lugar, você está dando seu máximo para terminar o ano letivo sem nenhuma pendência. Em segundo, precisa pensar na carreira que quer seguir. Além disso, está gerenciando as expectativas da família, tentando cultivar os amigos e aprendendo a lidar com a paixão e novos relacionamentos. Sabemos como você se sente!

Começar a pensar no que vai querer cursar na faculdade, construir uma carreira e “fazer aquilo para o resto da sua vida” traz à tona vários dilemas: é algo que você realmente gosta de fazer? Seus pais estão de acordo com essa decisão? Como está o mercado de trabalho nessa área? Vai precisar aperfeiçoar seus conhecimentos em inglês, por exemplo, para conseguir trabalhar na área? Vai pagar suas contas? Você vai trabalhar com amor e paixão? Esse trabalho tem um impacto social bacana? Tudo-junto-e-misturado!

A boa notícia é que o mercado atual é dinâmico e flexível para quem tem uma boa formação. Confira a seguir como organizar sua análise e ter critérios claros na hora da escolha

“AS MATÉRIAS QUE EU GOSTO”

Muitos jovens acabam escolhendo a faculdade com base no que gostam de fazer na escola, por exemplo: “gosto de matemática e por isso vou estudar engenharia”; “como adoro biologia, vou prestar medicina”; “amo escrever, logo penso em ser jornalista”. No entanto, trabalhar nessas áreas pode ser bem diferente do que estudar sobre elas. É preciso ter cuidado com esse tipo de associação.

É válido usar a experiência que tem na escola para tentar entender de forma um pouco mais ampla suas aptidões, como por exemplo: você prefere trabalhar em grupo ou sozinho? Você tem facilidade ou pavor a números? Você gosta de propor coisas novas ou prefere fazer um trabalho sobre um tema conhecido? Qualquer associação mais específica que essas, como “escrever = jornalismo”, pode acabar enviesando a sua decisão. Liberte-se desses esteriótipos e entenda a seguir como você pode tornar sua escolha mais consciente.

“FACULDADES QUE PARECEM LEGAIS”

Este é também um critério comumente usado e que pode ser perigoso. Muitas vezes, um curso pode ser muito interessante, mas o mercado de trabalho da área bem diferente das aulas da faculdade. Por exemplo: você pode se imaginar muito feliz fazendo um curso de cinema, tendo aulas de semiótica, mas não necessariamente gostaria de trabalhar com isso depois. Ou ainda: sempre sonhou em estudar Direito, mas tem pavor de se imaginar escrevendo um processo ou participando de uma audiência.

A sugestão aqui é olhar para o futuro e se desapegar do critério de fazer uma faculdade “muito legal” e se focar em escolher áreas de trabalho “muito legais”. Afinal, são 4 ou 5 anos contra uma carreira, certo? Engenharia, por exemplo, é um curso considerado difícil, mas tem oportunidades incríveis no mercado de trabalho, nas mais diversas áreas, de Marketing à finanças, passando por vendas, produção e muitas outras. Lembrando ainda que você terá a vida toda para fazer cursos, especializações e até mesmo faculdades complementares.

“O QUE EU GOSTO DE FAZER”

A dica aqui é tentar entender quais aptidões podem se tornar hobbies e quais podem, de fato, direcionar uma carreira. Algumas de nossas habilidades podem e devem ser trabalhadas como diferenciais profissionais, mas isso não quer dizer que, se você tem uma banda incrível, você deve necessariamente seguir a carreira de músico. Às vezes a sua habilidade em integrar a sua banda, por exemplo, pode ser usada para motivar um time de vendas ou fazer campanhas publicitárias envolventes. Ou quem sabe o seu dom de contar piadas possa ajudar você a se aproximar de novos clientes, já pensou?

Fique tranquilo: suas habilidades especiais poderão ser trabalhadas em qualquer profissão que escolha seguir e você sempre poderá manter seus hobbies ao longo da sua carreira e vida pessoal. Basta saber conciliar e encontrar o equilíbrio entre o que você gosta de fazer e como pode ganhar a vida com isso.

“QUAIS SÃO AS OPORTUNIDADES NESSA ÁREA”

Muita calma nessa hora: escolher uma faculdade não é escolher um emprego. As oportunidades de trabalho do mundo moderno estão cada vez mais diversificadas e amplas, então é importante pesquisar e procurar entender todos os tipos de carreira que você pode seguir a partir de uma mesma formação e quais delas estão em alta no mercado.

Por exemplo: cursar uma faculdade de Matemática já não quer mais dizer que, necessariamente, você acabará sendo professor. Essa formação poderá dar a você bagagem para trabalhar em um banco de investimentos analisando aquisições, ser programador ou desenvolvedor de games ou até mesmo fazer parte do time de “Data Scientist” do Facebook.

As últimas pesquisas do mercado indicam que os empregos ligados a inovação, design, tecnologia e artes dobraram nos últimos 10 anos. Segundo a revista Exame, profissões relacionadas à finanças também estão em evidência em 2015. Se você está na dúvida de que curso escolher, vale investigar as formações mais generalistas que seguem nessa direção

“O QUE SE FAZ NO DIA A DIA DESSA PROFISSÃO”

Essa pergunta talvez seja a principal. Se você está escolhendo uma faculdade, procure conversar com pessoas que trabalham na área e entender o dia a dia delas. Amigos da família, pais de amigos, professores ou ex-alunos da escola podem ser uma boa fonte. É legal também visitar o ambiente de trabalho delas e, se possível, até acompanhar alguns compromissos.

Além do que se faz, é importante entender com que tipo de pessoas você trabalharia. Em outras palavras: entender o clima do ambiente e o que tem mais a ver com o seu perfil de trabalho. Por exemplo: o mercado financeiro costuma ser muito competitivo, permite uma ascensão rápida mas requer bastante envolvimento com o mundo dos negócios; a rotina em um hospital costuma ser puxada e você pode precisar de muitos plantões na madrugada para pagar suas contas no início da carreira; o ambiente de uma agência de publicidade é informal e descontraído, mas ao mesmo tempo pode render muitas horas extras de trabalho; e assim por diante… Tudo depende do seu perfil e prioridades. Que tal refletir um pouco mais sobre isso?

“O QUE VAI ME GARANTIR RETORNO FINANCEIRO”

Pense com carinho sobre isso. Como falado acima, nem tudo que gostamos de fazer tem potencial para tornar-se um trabalho, mas é possível usarmos nossas habilidades para ter sucesso em qualquer carreira que escolhermos.

Se o retorno financeiro é importante para você, procure se informar sobre as tendências do mercado de trabalho e fazer escolhas menos arriscadas. Por onde começar? Em publicação para Folha de São Paulo, a Michael Page, empresa especializada em recrutamento, indica algumas das profissões mais requisitadas para 2015:

1) Advogado de empresas, com perfil consultivo e técnico.
2) Arquiteto de informação, com formação em tecnologia e especialização em negócios.
3) Desenvolvedor de novos negócios, normalmente com formação em administração de empresas, engenharia ou áreas relacionadas.
4) Cientista de dados/ data scientist, com formação em matemática, estatística ou engenharia da computação.
5) Controller, responsável pela gestão contábil, fiscal, planejamento e controle de empresas.
6) Desenvolvedor mobile, com formação em tecnologia e facilidade para programar e criar sistemas.
7) Diretor de operações, focado em reduzir custo e otimizar processos. Pode ter formações diversas.
8) Engenheiro de instalação/ layengineers, especializado na instalação de linhas flexíveis e interligação de poços.
9) Executivo de vendas, com perfil consultivo e experiência em vendas de produtos complexos, incluindo novas tecnologias.
10) Gerente de embarcações, com formação oficial de náutica ou máquinas.
11) Gerente de logística, formado em engenharia de produção ou especializado em logística.
12) Gerente de marketing, com perfil generalista que entenda de todos os processos da área (comunicação, estratégia, planejamento, relações públicas).

Fonte: MISSU