12 DICAS PARA SE PREPARAR PARA O MERCADO DE TRABALHO NO EXTERIOR

Tem muita gente querendo viajar achando que preparação para a viagem significa fazer “uma reza brava”. Se esse NÃO FOR O SEU CASO, confira estas dicas que preparamos para te ajudar a melhorar suas chances de conseguir uma colocação de trabalho no exterior!

Muitos querem viajar com inglês zero, currículo zero e dinheiro zero, torcendo para que tudo dê certo. E pior, querem viajar sem fazer o tema de casa, sem obter o mínimo de informações sobre a realidade do país para onde estão se mudando. Acham que sem preparo, sem estudo e com jeitinho vão conseguir.

Pessoas nos perguntam coisas do tipo: é muito difícil conseguir emprego no Canada, na Austrália, na Irlanda? Veja bem: se seu currículo se resume a “uma pessoa extremamente otimista e com fé que tudo dará certo” sim, vai ser difícil conseguir emprego.

Bem, vamos a algumas dicas para aumentar suas chances no mercado de trabalho!

1 – IMIGRAR É UMA CARREIRA

Quando escolhemos uma carreira entendemos que precisamos investir tempo, dinheiro e emocional para sermos bem sucedidos.

Quem escolhe Medicina, por exemplo, não acorda um belo dia e decide trabalhar em uma UTI. Estuda muito, dedica-se. Provavelmente inicia não no emprego ‘dos sonhos’, mas primeiro trabalha longe de casa, aos finais de semana, curando gripe. Com muito esforço, gastando dinheiro e tempo em livros, fazendo contatos e se informando, chega na posição desejada.

Trabalhar no exterior é assim também, da maioria dos mortais exige-se muita paciência e uma fundação sólida para que comece a dar certo.

2 – AFIE A LÍNGUA AGORA MESMO

Não se engane, chegar no país com zero inglês, ou zero a língua que for, dificulta muito tudo.

Por favor, entenda que não estamos aqui tratando de exceções, sabemos que existem casos de gente que foi sem saber falar um ovo e se deu bem. Eles são EXCEÇÕES, sem dúvida tinham algum atributo que os faziam únicos na multidão. São artistas, autoridades nos seus assuntos ou profissionais em extrema escassez em uma determinada área.

Para o resto do universo, saber se comunicar é essencial. Se você esperar chegar no destino para daí começar a se coçar para aprender, estará gastando dinheiro desnecessário em uma moeda mais forte que o Real. Você corre o risco ainda de aprender um inglês chulo que talvez não te sirva para progredir na carreira, fugir do estigma de que estrangeiro só serve para trabalhar em ‘certas’ áreas. Estará fadado a empregos em que se exige pouco ou nenhum contato com seres humanos em geral.

Leia aqui mais dicas de como estudar inglês.

3 – OBTENHA EXPERIÊNCIAS RELEVANTES

Já te falaram que lá na Irlanda brasileiro trabalha de pedreiro, que nos EUA o pessoal trabalha de babá, etc. Encontre sua área de afinidade, mesmo nos considerados tais ‘subempregos’ e prepare-se para o mercado.

Puxe a brasa para o seu lado e mesmo que a ‘olho nú’ não pareça que você tem a experiência relevante, explique no seu currículo (e na entrevista) que você tem, sim, o perfil necessário.

Exemplo de aptidões/experiências que talvez você já tenha mas esqueceu de comentar:

Atendimento ao público
Lidar com reclamações
Ser ágil, trabalhar sob pressão
Trabalhar sem supervisão
Treinar outros
Vejo muita gente enchendo o currículo de dados (datas, nomes de empresa, cargos) e esquecendo de colocar o que aprendeu a fazer em cada emprego.

Mentir é dar tiro no pé, mas utilizar informações a seu favor é sabedoria!

Quer treinar um pouco? Vá cuidar de filho de amigo, fazer um bico de final de semana em restaurante, um cursinho de manicure. Por que não? Ah esqueci, no Brasil são empregos sujos….Esqueci, logo você que é formado em jornalismo né?

Baixe essaa crista AGORA e comece a focar hoje mesmo na sua nova carreira, a de imigrante.

4 – ESCOLHA UM PAÍS COM O QUAL VOCÊ SE IDENTIFIQUE

Qual o país paga melhor? Para onde é mais fácil? Para onde é mais barato?

São perguntas pertinentes, então fuxique a valer esta informação.

Mas tem uma perguntinha básica que só você pode responder: dentre as opções possíveis, para onde EU quero ir? Que tipo de cultura me apetece, que história me inspira, que clima mais me agrada?

Talvez você seja da turma que acha que ‘’qualquer coisa” é melhor que o Brasil…que tudo é chique e lindo lá fora. Sai dessa, tem gente triste e feliz em todo lugar, inclusive (surprise, surprise) gringo que se muda para o Brasil porque prefere viver aqui, pasmem! Você talvez se surpreenda também em saber que a maioria dos países visados por imigrantes brasileiros possuem índices mais elevados de suicídio do que aqui. Duvidou? Dá uma olhada nesse link.

Não estamos tentando dizer para você ficar aqui por causa dos índices de suicídio. Queremos apenas que ilustrar que felicidade é uma coisa relativa, que cada um sabe onde está a sua, e não será um indicador econômico que responderá pela sua.

Escolher um país com a calma de quem escolhe uma carreira de acordo com seus gostos e aptidões te dará mais chances de acertar. Entenda primeiro o que te dá prazer, o que você sabe e gosta de fazer.

5 – TORNE-SE O PERFIL DESEJÁVEL

Tem que juntar grana, não tem jeito (ver item 7). É este o perfil desejado por todo país desenvolvido. Não tem país decente no mundo que queira apadrinhar pessoas sem um mínimo de condições econômicas (a menos que você seja um refugiado). Infelizmente no Brasil muitos não têm o hábito do seguro, da poupança. A grana é sua, só sua, mas o governo precisa saber que você tem acesso a este fundo.

Eles não querem dar visto para quem vai mendigar, roubar ou pedir benefícios para o governo. É justo, não? Se necessário, adie um pouco a viagem mas não saia daqui com o dinheiro contadinho, faça o pé de meia contando que o primeiro ano possa ser bem complicado.

Veja nossas dicas para economizar aqui neste post.

6 – CUIDE DA APARÊNCIA

Não estou sugerindo que todo mundo tenha que ser bonito. Vamos tomar a Austrália como exemplo. Na maioria dos lugares sérios na Austrália isto pouco importa, a menos que você esteja procurando um emprego de modelo. Quando se fala de aparência em países como Austrália, significa:

  • Cabelo bem arrumado, barba feita para os homens
    Roupa limpa, alinhada, sóbria, condizente com o ambiente onde se pretende trabalhar
    Odores corporais sob controle
    Linguagem adequada e boa postura
    Equilíbrio entre momentos de simpatia e seriedade


Fun fact: trabalhei na Austrália em ambientes onde se lidava diretamente com o público e tive colegas de diversos grupos étnicos, colegas com idade avançada, gente com problemas de pele, gente extremamente acima do peso. O que essas pessoas tinham em comum? Apresentavam-se da melhor maneira possível, de roupas limpas, dentes escovados e com um sorriso no rosto. Tudo isso quando trabalhei em eventos, área tradicionalmente voltada para pessoas de um determinado tipo físico no Brasil.

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7 – ESQUEÇA DO JEITINHO

Você quer REALMENTE otimizar suas chances de conseguir trabalho no exterior? Só tem um jeito – e, ao contrário do que muitos pensam, não há um jeitinho, mas sim um JEITO: prepare-se, pois IMIGRAR é uma carreira como qualquer outra, exige-se treinamento, preparo e conhecimento do mercado.

Quanto mais você já levar de casa, mehor: idioma, experiência, postura profissional, integridade.

Clássico do jeitinho: ir morar ilegalmente. Mas que visão imediatista, não? Você deve ter uns 20 e poucos anos e acha que vai morar para sempre naquele país OU acha que quando for embora para o Brasil nunca mais vai querer voltar OU nem parou para pensar nisso tudo. Meldels, perder o direito de ir e vir, visitar a família no Brasil quando bem entender, conhecer outros países ao redor? Viver sem medo de ser pego, poder dirigir, ter acesso à saude? Que miopia é essa causada pelo desespero que não te deixa pensar no que estará fazendo da sua vida daqui a 5 anos?

Tem gente que vai para o exterior à espera de um milagre. Quem se prepara com estudo e dedicação tem chances de conseguir uma boa colocação e trabalhar legalmente. Sim, muitas vezes começando humilde, trabalhando horas incrédulas, mas com ambição e boa performance pode-se atingir ótimos resultados.

Só que com preguiça, imediatismo e jeitinho não dá mesmo.

8 – FAÇA CONTATOS (COMEÇANDO ONTEM)

Não espere chegar sozinho em um país novo para começar a fazer amigos, a internet está cheia de gente disposta a ajudar.

  • Entre em todos os grupos do Facebook de assuntos relevantes (ex. Brasileiros no Canadá).
    Procure blogs e vlogs de pessoas que morem no destino desejado, tanto imigrantes como nativos.
    Contate pessoas através de sites como couchsurfing, bliive, meetup, craiglist, gumtree.
    Conte da sua intenção para todo mundo. Sempre tem uma tia que tem um vizinho que o filho já foi para tal país e pode te dar umas dicas. A união faz a força.
    Cadastre-se em tudo que é evento em sua cidade ou online que trate do assunto – o que não faltam são palestras, feiras e gente afim de compartilhar suas experiência, você pode se surpreender.
    Considere contatar uma agência de turismo/intercâmbio com experiência e boas recomendações.

9 – OTIMIZE A AJUDA QUE PODE OBTER DE OUTROS

Muitos que já foram e ‘venceram’ estão dispostos a ajudar. Montam blogs, páginas. Se não gostássemos não teríamos montado uma página sobre isso! O problema é quando aparecem uns querendo mesmo é encontrar alguém que tenha tempo para pegar pela mão e ensinar o caminho das pedras, mas não demonstram o mínimo de embasamento em seus questionamentos.

Jamais vou me importar se alguém perguntar minha opinião, indicação, sugestão. Fui agente de viagens na Austrália e era paga para isso! Foi um trabalho que me deu muito prazer e hoje em dia tenho o blog para poder continuar dando minhas opiniões e sugestões de viagem.

Às vezes as perguntas podem ser repetitivas, mas esta é a natureza do trabalho. As pessoas te procuram porque te consideram uma autoridade no assunto – ixe, agora estou falando com outros blogueiros de plantão. Sei como é difícil destrinchar o vocabulário de alguns sites sobre imigração, sei que existem áreas nebulosas quando se aplica para vistos.

Acima de tudo, sei qué é uma escolha complicada e que no fundo gostaríamos muito que alguém que já foi nos desse uma luz, ou até mesmo um certo grau de certeza que tudo vai dar certo…

Quanto mais específico você for em seus questionamentos, melhores as chances de obter ajuda de outros. Quanto mais embasamento tiveres, mais fácil será de ir direto ao ponto quando for bater um papo alguém, poderá arrancar algumas informações mais interessantes do que aquilo que o deusgoogle pode te dar.

Antes de perguntar “como eu faço para conseguir visto para o Canadá?” que tal pesquisar um pouco? Em uma pesquisa básica no google qualquer um encontra ampla literatura sobre o tema. Daí empacou em um pré-requisito cabeludo? Hora boa de começar um debate e aprender com a experiência alheia.

Sugestões de como perguntar (ou não):

“Será que eu consigo emprego na Alemanha?” ~ Fraca

“Alguém com experiência afim de bater um papo sobre o mercado de trabalho em TI na Alemanha?” ~ Otimizada

“Como eu obtenho o partner visa para a Austrália?”~Fraca

“Alguém que já aplicou para partner visa tem indicação de um bom agente?” ~Otimizada

10 – PERSONALIZE O CURRÍCULO

Lembre-se que cada país é único, cada vaga é única. Tenha seu currículo padrão pronto e revise-o a cada nova oportunidade – delete e adicione coisas novas de acordo com o perfil buscado pela empresa. Uma sucinta carta de apresentação explicando seus objetivos e por que você quer se candidatar à vaga pode causar uma boa impressão.

Entre nos sites de busca de emprego específicos do país destino e pesquise: como elaborar um bom currículo, exigências para as vagas pretendidas, contatar possíveis empregadores (quando estiver mais próximo da viagem). Alguns dados que costumamos incluir aqui são verdadeiras gafes em outros países, já outras informações ao nosso ver inusitadas podem ser de grande valia lá fora.

11 -TENHA UMA POSTURA ASSERTIVA

Deixe sempre que possível sua voz aparecer! Evite respostas de sim/não, fale olho no olho, sorria, fale de cabeça erguida. Brinque, trate todo mundo bem, desde a secretária que te contatou para a entrevista.

Mostre espontaneidade, vontade de aprender. Desespero, jamais – não implore pelo emprego e nem conte sua história triste de que tem uma mãe doente no Brasil para quem você envia dinheiro.

12 – USE ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES A SEU FAVOR

Não deixe de mencionar que pratica um esporte, que já fez voluntariado, que é um ávido leitor, que já viajou por diversos países.

Muitas atividades não diretamente relacionadas podem demonstrar que você tem a personalidade certa para o tipo de tarefa que terá que realizar. Uma pessoa que gosta muito de esportes se mostra ativa e fisicamente, capaz de cumprir tarefas pesadas; alguém que viaja bastante pode demonstrar sua capacidade de fácil adaptação.

Talvez você saiba tocar violão e possa trabalhar de garçon e também de animador? Tem pub que vai adorar saber dessa sua dupla identidade.

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